WebXR – Acessando aplicações de realidade virtual (RV) e realidade aumentada (RA) através da internet

Havia acabado de rodar o algoritmo e os primeiros resultados estavam na minha frente: as árvores de decisão estavam me apresentando quais pontos de interesse de um marcador natural eram de fato necessários para a sua identificação. Feliz, fui para o lado oposto do andar do prédio de laboratórios, onde ficava o grupo de trabalhos em RA (o meu grupo era de mídias digitais) e ouvi uma conversa entre dois pesquisadores que se perguntavam: como as pessoas teriam acesso aos aplicativos criados por eles? Aquela foi a primeira vez que me preocupei com a disponibilidade de aplicativos, em especial os quais estava estudando… Como as pessoas teriam acesso às aplicações de realidade virtual e aumentada que estávamos desenvolvendo? Baixando na loja de aplicativos, claro… mas será que esta seria a melhor solução?

Um ano depois daquela conversa, em 2015, começamos a ouvir sobre o projeto WebVR, que tinha a intenção de criar aplicações completas em RV no formato de sites, que poderiam ser acessados diretamente através dos óculos de RV, sem a necessidade de que fosse baixado um aplicativo para cada experiência. A economia no espaço de armazenamento e no tráfego de banda proveniente desta iniciativa pareciam justificativas plausíveis para a sua adoção. Com o tempo, a WebVR passou a possibilitar o desenvolvimento também de aplicações em RA, passando a se denominar como projeto WebXR.

A ideia do desenvolvimento de ambientes virtuais acessíveis via browser não é nova. Em 1997 já havia a linguagem VRML com os mesmos propósitos. A grande diferença entre a iniciativa dos anos 1990 e a contemporânea está no fato de que uma vez que não há mais a necessidade de se baixar um plug-in ou de instalar interpretadores específicos, maximiza-se a possibilidade de acesso aos ambientes desenvolvidos. 

Se quisermos ser ainda mais puristas, podemos nos lembrar de Milgram e seu continuum proposto em 1994, que previa uma evolução contínua entre a realidade concreta e a realidade virtual, passando pelos estágios da realidade misturada. Com o projeto WebXR, a princípio, um usuário poderia optar pelo tipo de visualização (ou de realidade) que melhor se adequa ao conteúdo que ele deseja experimentar em dado momento, passando da realidade concreta para a aumentada e então para a virtual, além de adicionar as possibilidades de interação pertinentes aos sistemas de interação modernos presentes em um smartphone, tais como as possibilidades provenientes do touch e dos sensores de posicionamento e luminosidade do dispositivo.

As possibilidades parecem muito interessantes e talvez seja um caminho bastante promissor para o futuro das interfaces que veremos no futuro. A conferir. 

Você conhece as tecnologias de RV e RA? acha que são promissoras? compartilhe suas ideias, deixe o seu comentário e vamos construir conhecimento juntos =)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *